quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SINJOR/PA DESAGRAVA LÚCIO FLÁVIO PINTO

Sobre a decisão do juiz Antônio Carlos Almeida Campelo, titular da 4ª Vara Cível Federal no Pará, proibindo o jornalista Lúcio Flávio Pinto de escrever sobre o processo a que respondem os irmãos Romulo e Ronaldo Maiorana, no Fórum de Belém (PA), o Sindicato dos Jornalistas do Pará divulgou nota, agora à noite, repudiando a decisão do magistrado e prestando solidaridade a Lúcio. Segue a nota abaixo, na íntegra:

"O Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará vem a público repudiar veementemente qualquer forma de cerceamento de liberdade de expressão e, sobretudo, de liberdade de imprensa.

A livre manifestação de pensamentos, de idéias e opiniões é um dos aspectos primordiais para garantia do Estado Democrático de Direito e, o desrespeito a isso representa um duro golpe ao livre exercício da nossa profissão, que pode ser claramente tipificado como censura, ferindo uma das principais bandeiras de luta deste Sindicato.

É papel da imprensa na sociedade democrática a divulgação correta, ética e precisa da verdade, por isso, o Sindicato acredita que os veículos de comunicação, como o Jornal Pessoal, do Jornalista Lúcio Flávio Pinto, devam servir e servem ao interesse público.

Por último, o Sindicato dos Jornalistas apela às autoridades competentes, especialmente, às do Judiciário, para que assegurem a plena vigência dos direitos fundamentais da Constituição – o acesso à informação e a liberdade de expressão, contra aqueles que mais uma vez tentam calar a voz de um dos jornalistas mais respeitados no nosso Estado e do País.

Nosso apoio a Lúcio Flávio Pinto".

PS: O despacho do juiz, com data de ontem, refere-se ao processo nº 2008.8903-9, no qual os irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, principais executivos do grupo O Liberal de comunicação, são denunciados pelo Ministério Público Federal por crime contra o sistema financeiro nacional, para a obtenção de recursos dos incentivos fiscais da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). O papagaio seria de 3,3 milhões de reais, em valores de 1999.

O processo, que corre em segredo de Justiça, foi objeto de matéria de Lúcio Flávio na última edição do seu Jornal Pessoal

O blog se junta ao ato em solidariedade a Lúcio.

3 comentários:

Anônimo disse...

Lúcio Flávio é exemplo de luta em defesa de um Estado onde o povo vive sob os pés de juízes como o Sr. Antônio, controlado pelo poder de mando dos Maiorana. Se no resto do país os representantes da justiça são corruptos, no Pará a coisa é pior. Tanto no judiciário, executivo ou legislativo daquele estado, alternam-se pessoas de pior índole possível. Há uma luta desleal entre Maioranas e Lúcio. Mesmo assim, o humilde jornalista tem vencido uma batalha contra gigantes corruptos. Embora os Maiorana possuam dinheiro, Lúcio possui inteligência. Coisa que sempre faltou aos donos do Grupo O Liberal. Para entender um pouco a realidade econômica de O Liberal, há muito o jornaleco dos Maiorana (desvinculado do IVC) perde para o Diário do Pará, feito do início ao fim por focas que sequer conseguem escrever corretamente uma única frase, mas que vende por estampar todos os dias gente morta, vítimas trucidadas pela violência provocada por ícones da corrupção, como Jader Barbalho. O Haiti é ali.

Flávio Oliveira
Jornalista, escritor e publicitário

Ronaldo Silva disse...

Ei Flávio, como você é ético né rapaz, não generalize, não detone os seus colegas jornalistas, se é que você é um jornalista mesmo.

Blog do Piteira disse...

Flávio,

não é correto nem justo afirmar tal coisa em relação ao jornal Diário do Pará. Nunca trabalhei na redação do Diário, mas certamente que o jornal possui profissionais da mais alta qualidade, e conheço vários deles. Deve, sim, ter seus focas, como os tem a maoria dos jornais deste país, mas daí a afirmar que ele é feito, "do início ao fim", por focas é um exagero sem tamanho que beira o absurdo.

A polêmica central da postagem é a pré-censura determinada pela Justiça ao jornalista Lúcio Flávio into e o desagravo do Sinjor/PA a este. Claro que também não se quer impor amarras às opiniões de qualquer um - nada disso!

Este espaço é modesto demais para se tornar palco de disputas entre os dois maiores jornais impressos do Pará.

Obrigado pela participação de todos, mas é preciso que haja moderação para se evitar as ofensas desnecessárias.

Piteira