Pressionados por ameaça de multa diária de R$ 100 mil e pela intransigência do governo Ana Júlia, os servidores do Fisco estadual recuaram e, hoje à tarde, suspenderam a greve iniciada no sábado passado. A decisão foi tomada após assembleia que reuniu a categoria no estacionamento prédio central do órgão, localizado no centro de Belém.
Retomando as negociações com o governo estadual, uma representação da categoria se reúne ainda hoje com o secretário de planejamento do Estado, José Júlio Lima, que garantiu a reabertura do diálogo entre as partes.
Os fiscais da Sefa lutam pelo plano de reestruturação salarial, que também contempla a máquina de arrecadação da Sefa. Eles também reclamam que recebem salário mínimo e que não têm nenhum benefício adicional fixo, além da produtividade, que está atrelada à arrecadação, que deve passar de 12%.
"Posso não concordar com nenhuma das tuas palavras, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las." (Voltaire)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
É GRAVE O ESTADO DE RAIMUNDO JOSÉ
O jornalista santareno Raimundo José Pinto, editor do site Pará Negócios, está em estado grave. O comunicador, que enfrenta um câncer, está internado desde o dia 8 de julho no Hospital Beneficente Portuguesa. O hospital e os familiares não quiseram comentar o caso.
Raimundo José Pinto começou a trabalhar como repórter em 1971, no jornal A Província do Pará. Foi correspondente em Belém dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde por 18 anos, de 1975 a 1993, e da revista Visão por seis anos, a partir de 1978. Atuou também como repórter do jornal O Liberal em 1976 e repórter e editor do extinto jornal O Estado do Pará de 1977 a 1980.
Foi ainda editor do jornal alternativo Bandeira 3 e de O Jornalista, órgão de divulgação do Sindicato dos Jornalistas do Pará, por cerca de dez anos. Repórter e editor do jornal Gazeta Mercantil de 1996 a 2004. Em 2007 trabalhou também no jornal Diário do Pará. Foi assessor de imprensa da Embrapa de 1981 a 1989 e do Governo do Pará de 1995 a 1996 e de 2003 a 2004. Atualmente, além de editar o site e o newsletter Pará Negócios é consultor na área de comunicação e escreve matérias especiais para órgãos de comunicação.
Raimundo José é irmão dos também jornalistas Lúcio Flávio e Elias Pinto, todos filhos do ex-prefeito de Santarém, Elias Pinto.
Fonte: Diário online e redação do blog
Raimundo José Pinto começou a trabalhar como repórter em 1971, no jornal A Província do Pará. Foi correspondente em Belém dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde por 18 anos, de 1975 a 1993, e da revista Visão por seis anos, a partir de 1978. Atuou também como repórter do jornal O Liberal em 1976 e repórter e editor do extinto jornal O Estado do Pará de 1977 a 1980.
Foi ainda editor do jornal alternativo Bandeira 3 e de O Jornalista, órgão de divulgação do Sindicato dos Jornalistas do Pará, por cerca de dez anos. Repórter e editor do jornal Gazeta Mercantil de 1996 a 2004. Em 2007 trabalhou também no jornal Diário do Pará. Foi assessor de imprensa da Embrapa de 1981 a 1989 e do Governo do Pará de 1995 a 1996 e de 2003 a 2004. Atualmente, além de editar o site e o newsletter Pará Negócios é consultor na área de comunicação e escreve matérias especiais para órgãos de comunicação.
Raimundo José é irmão dos também jornalistas Lúcio Flávio e Elias Pinto, todos filhos do ex-prefeito de Santarém, Elias Pinto.
Fonte: Diário online e redação do blog
DILMA TREINA PRA ENFRENTAR MARINA SILVA
Como Dilma Roussef não é como foi Romário, que não precisava treinar pra jogar, ela tratou de ensaiar, hoje, em Brasília, para os prováveis debates que terá com a senadora Marina Silva, virtual candidata do PV à presidência da República, sobre questões ambientais.
O discurso foi em um evento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Itamaraty, quando ela trocou a leitura fria de números de uma tela de Power Point por um discurso exaltado, cheio de expressões e gestos, em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida.
Ao anunciar obras de saneamento básico em sete Estados, no valor total de R$ 4,5 bilhões, Dilma chegou a analisar a ocupação desordenada das cidades ao longo da história para defender a importância dos rios. "Respeitar os mananciais é respeitar o meio ambiente", disse. "Respeitar os rios e as bacias é algo fundamental."
Ela disse ainda que o governo Lula demonstra preocupação com os ecossistemas e a saúde da população ao investir em saneamento básico. "Nosso País tinha um nível de tratamento de água e de esgoto primitivo, do século 19", afirmou. "Esse projeto (PAC do Saneamento) é um respeito às águas do País."
Como treino oportunista, até que valeu, mas alguém precisa avisar à "dama de ferro" tupininquim que trreino é treino, jogo é jogo. Nem todos que treinam conseguem vaga no time, ainda mais agora que o deputado federal Antonio Palocci (PT/SP) foi inocentado pelo STF da acusação de quebra do sigilo bancário de um caseiro, em Brasília.
Sem histórico de envergadura no PT, o cacife de Dilma é liliputiano na frente de Palocci. Mas, como o monocrático Lula é quem tudo decide e manda no PT, ela ainda tem chance.
O discurso foi em um evento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Itamaraty, quando ela trocou a leitura fria de números de uma tela de Power Point por um discurso exaltado, cheio de expressões e gestos, em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida.
Ao anunciar obras de saneamento básico em sete Estados, no valor total de R$ 4,5 bilhões, Dilma chegou a analisar a ocupação desordenada das cidades ao longo da história para defender a importância dos rios. "Respeitar os mananciais é respeitar o meio ambiente", disse. "Respeitar os rios e as bacias é algo fundamental."
Ela disse ainda que o governo Lula demonstra preocupação com os ecossistemas e a saúde da população ao investir em saneamento básico. "Nosso País tinha um nível de tratamento de água e de esgoto primitivo, do século 19", afirmou. "Esse projeto (PAC do Saneamento) é um respeito às águas do País."
Como treino oportunista, até que valeu, mas alguém precisa avisar à "dama de ferro" tupininquim que trreino é treino, jogo é jogo. Nem todos que treinam conseguem vaga no time, ainda mais agora que o deputado federal Antonio Palocci (PT/SP) foi inocentado pelo STF da acusação de quebra do sigilo bancário de um caseiro, em Brasília.
Sem histórico de envergadura no PT, o cacife de Dilma é liliputiano na frente de Palocci. Mas, como o monocrático Lula é quem tudo decide e manda no PT, ela ainda tem chance.
NOVO MARCO REGULATÓRIO PARA O SETOR MINERAL
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou hoje que o governo estuda um novo marco regulatório para o setor mineral. "Estudamos novo código mineral para o País", disse ele, durante reunião aberta do PMDB na Câmara dos Deputados.
A divulgação do novo código, segundo o ministro, se dará apenas após o debate do pré-sal. Ele disse, porém, que os estudos sobre o tema já estão avançados. "Já temos um esboço, porque o antigo está carcomido, obsoleto, possui deformações que precisam ser corrigidas", avaliou.
Uma das mudanças, segundo ele, é a cobrança de apenas 2% de royalties na exploração de minério. "Precisamos ter um rendimento maior para todos", afirmou. Ele enfatizou que o governo debaterá o tema abertamente. "Este governo não se encaminha pelo autoritarismo. Procura o bom senso", argumentou.
Fonte: Yahoo notícias
A divulgação do novo código, segundo o ministro, se dará apenas após o debate do pré-sal. Ele disse, porém, que os estudos sobre o tema já estão avançados. "Já temos um esboço, porque o antigo está carcomido, obsoleto, possui deformações que precisam ser corrigidas", avaliou.
Uma das mudanças, segundo ele, é a cobrança de apenas 2% de royalties na exploração de minério. "Precisamos ter um rendimento maior para todos", afirmou. Ele enfatizou que o governo debaterá o tema abertamente. "Este governo não se encaminha pelo autoritarismo. Procura o bom senso", argumentou.
Fonte: Yahoo notícias
PPA DE MONTE ALEGRE JÁ ESTÁ NA CÂMARA
O Plano Plurianual (PPA 2010-2013) do Município de Monte Alegre já está com os vereadores locais. O documento foi entregue na segunda-feira, 31, e deverá ser votado até o final de setembro pelos edis.
Foi a primeira vez na história do município que o PPA foi elaborado com participação popular, através de audiências públicas realizadas em todas as principais regiões rurais do município, além da sede. O mesmo será feito na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Ao que parece, Monte Alegre foi o único município do Oeste do Pará a elaborar suas leis de planejamento e orçamento através de consultas à população - pelo menos não se tem notícia de outro que assim tenha feito.
Foi a primeira vez na história do município que o PPA foi elaborado com participação popular, através de audiências públicas realizadas em todas as principais regiões rurais do município, além da sede. O mesmo será feito na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Ao que parece, Monte Alegre foi o único município do Oeste do Pará a elaborar suas leis de planejamento e orçamento através de consultas à população - pelo menos não se tem notícia de outro que assim tenha feito.
COSANPA VAI CONTRATAR EMPRESA PARA OBRAS EM MONTE ALEGRE
Será no dia 29 de setembro, às 9h, no Auditório "Haroldo Araújo", na sede da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), em Belém, a abertura das propostas das empresas que se habilitaram para disputar a concorrência nacional para a "execução de obras e serviços para Ampliação e Melhorias so Sistema de Abastecimento de Água da Cidade de Monte Alegre, no Estado do Pará".
É mais uma obra do PAC, com recursos na casa dos R$ 9 milhões. O aviso da licitação foi publicado no dia 26 de agosto.
Se nada der errado, os pintacuias - ainda que o deputado Carlos Martins (PT) insista na tese de que as cuias pintadas são de Santarém - terão solucionado um dos problemas que mais os fazem sofrer.
A cidade de Monte Alegre tem cerca de 26 mil habitantes (IBGE/2007).
É mais uma obra do PAC, com recursos na casa dos R$ 9 milhões. O aviso da licitação foi publicado no dia 26 de agosto.
Se nada der errado, os pintacuias - ainda que o deputado Carlos Martins (PT) insista na tese de que as cuias pintadas são de Santarém - terão solucionado um dos problemas que mais os fazem sofrer.
A cidade de Monte Alegre tem cerca de 26 mil habitantes (IBGE/2007).
terça-feira, 1 de setembro de 2009
HIDROVIA É ROTA NATURAL ENTRE O PARÁ E O MATO GROSSO
Mato Grosso tem acesso natural a Santarém pelos rios Teles Pires e Tapajós, que exige investimento para seu múltiplo aproveitamento, mas que sofre restrições ambientais. Mesmo assim, passo a passo, essa hidrovia avança e quando concluídas as hidrelétricas previstas em seu curso, será possível embarcar commodities nas imediações de Sinop e navegar cerca de 1.300 km até os portos santarenos na foz do Tapajós no rio Amazonas, com frete bem mais barato do que os atuais que vigoram no modal hidrorodoviário alternativo atual.
Defensores da hidrovia pretendem construir terminais portuários em Sinop e Alta Floresta, que se tornariam grandes pólos do comércio na região central do continente.
A construção de eclusas seria um componente que oneraria a operacionalização da hidrovia. Porém, um fato que está prestes a se concretizar reduzirá a facada no bolso do Ministério dos Transportes e dos interessados na navegação: a implantação de hidrelétricas no Tapajós e no Teles Pires.
O Tapajós se divide em dois trechos: o Baixo e o Alto Tapajós. O primeiro, com 345 km entre São Luís do Tapajós (de Itaituba) e a foz em Santarém, é navegável o ano inteiro e tem vazão média em Itaituba de 11.800 metros cúbicos por segundo. O outro, acima de São Luís e até a nascente do rio, tem um trecho encachoeirado de 28 km de São Luís até a cachoeira de Buburé.
Nessa área a gigante Camargo Corrêa construirá uma hidrelétrica com capacidade na ponta de 9 mil megawatts (mW), e próximo a essa obra fará outra, para 2 mil mW, no rio Jamanxim, afluente do Tapajós pela direita. A construção das duas barragens tem o aval do governo, que liberou para a Camargo, R$ 13,6 milhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, para afunilamento do projeto.
Fonte: Jornal Diário de Cuiabá, reportagem publicada no site ecoamazônia.com.br
Defensores da hidrovia pretendem construir terminais portuários em Sinop e Alta Floresta, que se tornariam grandes pólos do comércio na região central do continente.
A construção de eclusas seria um componente que oneraria a operacionalização da hidrovia. Porém, um fato que está prestes a se concretizar reduzirá a facada no bolso do Ministério dos Transportes e dos interessados na navegação: a implantação de hidrelétricas no Tapajós e no Teles Pires.
O Tapajós se divide em dois trechos: o Baixo e o Alto Tapajós. O primeiro, com 345 km entre São Luís do Tapajós (de Itaituba) e a foz em Santarém, é navegável o ano inteiro e tem vazão média em Itaituba de 11.800 metros cúbicos por segundo. O outro, acima de São Luís e até a nascente do rio, tem um trecho encachoeirado de 28 km de São Luís até a cachoeira de Buburé.
Nessa área a gigante Camargo Corrêa construirá uma hidrelétrica com capacidade na ponta de 9 mil megawatts (mW), e próximo a essa obra fará outra, para 2 mil mW, no rio Jamanxim, afluente do Tapajós pela direita. A construção das duas barragens tem o aval do governo, que liberou para a Camargo, R$ 13,6 milhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, para afunilamento do projeto.
Fonte: Jornal Diário de Cuiabá, reportagem publicada no site ecoamazônia.com.br
JURUTI: ALCOA INICIA TESTES DE EQUIPAMENTOS
A Alcoa iniciou a fase de testes dos equipamentos da mina de bauxita de Juruti, no oeste do Pará, cuja inauguração está prevista para o dia 15 do próximo mês. A empresa divulgou nota à sociedade informando sobre o início dos testes nos equipamentos tanto na mina quanto no porto, construído na cidade para permitir o escoamento do minério. No entanto, a Licença de Operação, necessária para o início da exploração de fato da mina, ainda não foi expedida pela Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema).
De acordo com a nota da Alcoa, os testes feitos nos equipamentos obedecem a rígidas normas de segurança e estão dentro da legalidade. A empresa decidiu publicar uma nota informativa sobre o assunto para esclarecer sobre os testes, já que haviam rumores em Juruti de que a mina já estava em operação, devido à movimentação de máquinas, equipamentos e até navios no porto. Os testes realizados em Juruti são normais e acontecem em todo projeto de mineração, já que necessários.
Fonte: ecoamazonia.com.br
De acordo com a nota da Alcoa, os testes feitos nos equipamentos obedecem a rígidas normas de segurança e estão dentro da legalidade. A empresa decidiu publicar uma nota informativa sobre o assunto para esclarecer sobre os testes, já que haviam rumores em Juruti de que a mina já estava em operação, devido à movimentação de máquinas, equipamentos e até navios no porto. Os testes realizados em Juruti são normais e acontecem em todo projeto de mineração, já que necessários.
Fonte: ecoamazonia.com.br
DESMATAMENTO: PARÁ CONTINUA LÍDER
São do Pará nove dos dez municípios apontados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) como os maiores desmatados da Amazônia no mês de julho/2009.
São eles:
Novo Progresso (PA) - 133,7 km²
Altamira (PA) - 116,47 km²
São Félix do Xingu (PA) - 53,2 km²
Itaituba (PA) - 44,7 km²
Dom Eliseu (PA) - 29,1 km²
Pacajá (PA) - 27,9 km²
Cumaru do Norte (PA) - 24,9 km²
Apuí (AM) - 21,6 km²
Paragominas (PA) - 15,3 km²
Novo Repartimento (PA) 14,8
O Inpe detectou desmatamento de 836 km² da floresta amazônica no mês de julho. A área equivale a cerca de metade do município de São Paulo. Os dados foram divulgados hoje.
Deste total, 577 km² foram registrados no Pará e 124 km², no Mato Grosso. Amazonas, Maranhão e Rondônia apresentaram, respectivamente, 47 km², 38 km² e 35 km², enquanto os demais estados não tiveram área significativa detectada em julho, mês em que a menor ocorrência de nuvens na região permitiu a observação de 77% da região.
Fonte: Inpe
São eles:
Novo Progresso (PA) - 133,7 km²
Altamira (PA) - 116,47 km²
São Félix do Xingu (PA) - 53,2 km²
Itaituba (PA) - 44,7 km²
Dom Eliseu (PA) - 29,1 km²
Pacajá (PA) - 27,9 km²
Cumaru do Norte (PA) - 24,9 km²
Apuí (AM) - 21,6 km²
Paragominas (PA) - 15,3 km²
Novo Repartimento (PA) 14,8
O Inpe detectou desmatamento de 836 km² da floresta amazônica no mês de julho. A área equivale a cerca de metade do município de São Paulo. Os dados foram divulgados hoje.
Deste total, 577 km² foram registrados no Pará e 124 km², no Mato Grosso. Amazonas, Maranhão e Rondônia apresentaram, respectivamente, 47 km², 38 km² e 35 km², enquanto os demais estados não tiveram área significativa detectada em julho, mês em que a menor ocorrência de nuvens na região permitiu a observação de 77% da região.
Fonte: Inpe
TRANSGARIMPEIRA: UM PEDIDO QUE NÃO PODE CESSAR
Pela enésima vez, a deputada Josefina Carmo (PMDB) voltou a solicitar, da governadora Ana Júlia Carepa e do secretário de Transporte, Valdir Ganzer, a realização de obras de recuperação da rodovia Transgarimpeira, de 198km, no município de Itaituba, no sudoeste do Pará.
No ano passado, a Setran chegou a recuperar 80km daquela estrada que até hoje não foi assumida pelo governo federal, nem pelo estadual e muito menos pelo municipal. A Setran chegou a investir R$ 1,3 milhão nos serviços na estrada - muito dinheiro para pouco trabalho -, mas tudo foi novamente destruído pelas chuvas fortes do último verão.
Na quinta-feira passada, a deputada do PMDB voltou a pedir ao governo que determine a execução do serviço, desta vez em toda a extensão da rodovia.
Se a Assembléia Legislativa (Alepa) aprovar e a governadora Ana Júlia sancionar projeto de lei proposto por Josefina, aquela passará a ser a primeira rodovia estadual em toda a enorme região sudoeste paraense.
Enquanto não vira realidade, essa é uma reivindicação que precisará ser reapresentada. Sempre!
No ano passado, a Setran chegou a recuperar 80km daquela estrada que até hoje não foi assumida pelo governo federal, nem pelo estadual e muito menos pelo municipal. A Setran chegou a investir R$ 1,3 milhão nos serviços na estrada - muito dinheiro para pouco trabalho -, mas tudo foi novamente destruído pelas chuvas fortes do último verão.
Na quinta-feira passada, a deputada do PMDB voltou a pedir ao governo que determine a execução do serviço, desta vez em toda a extensão da rodovia.
Se a Assembléia Legislativa (Alepa) aprovar e a governadora Ana Júlia sancionar projeto de lei proposto por Josefina, aquela passará a ser a primeira rodovia estadual em toda a enorme região sudoeste paraense.
Enquanto não vira realidade, essa é uma reivindicação que precisará ser reapresentada. Sempre!
PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA ENTENDER O PRÉ-SAL
A camada do pré-sal já foi manchete, polêmica e até bandeira da próxima campanha presidencial. Apesar dos bilhões de barris de petróleo alardeados pelo governo, que estão supostamente encobertos por espessas camadas de sal abaixo do leito do mar brasileiro, muito do que se falou até hoje são meras conjecturas. O que realmente significa o pré-sal para o país? Como essa riqueza será explorada? Quais são as garantias de que a extração de petróleo nessas áreas é um bom investimento? Essas e outras respostas irão ajudar você a entender a questão.
1. O que é a camada do pré-sal e onde ela está situada?
É uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Acredita-se que a camada do pré-sal, formada há 150 milhões de anos, possui grandes reservatórios de óleo leve (de 28º API – óleo de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino). De acordo com os resultados obtidos através de perfurações de poços, as rochas do pré-sal se estendem por 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e chegam a atingir até 200 quilômetros de largura.
2. Qual é o potencial da exploração de pré-sal no Brasil?
Estima-se que a camada do pré-sal guarde o equivalente a cerca de 100 bilhões de boe (medida que inclui óleo e gás). O número supera em mais de cinco vezes as reservas atuais do país, da ordem de 12 a 14 bilhões de boe. Só no campo de Tupi (porção fluminense da Bacia de Santos), de acordo com análises de testes de formação, estima-se que haja entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, isto é, o suficiente para elevar as reservas de petróleo e gás da Petrobras em 40% a 60%. Soma-se a isso o fato de que a Petrobras é uma das empresas pioneiras no tipo de perfuração exigida para essa extração.
3. Quanto representa esse potencial em nível mundial?
Caso a expectativa seja confirmada, o Brasil ficaria entre os seis países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente de Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes.
4. Como o Brasil vai explorar essa riqueza?
A grande polêmica está justamente na tecnologia que será necessária para a extração. Ainda não se sabe, por exemplo, o que será preciso para retirar o óleo de camadas tão profundas e muito menos se o país dispõe desses recursos. Tupi, por exemplo, a parte que realmente interessa na área do pré-sal, encontra-se a 300 quilômetros do litoral, a uma profundidade de 7.000 metros e sob 2.000 metros de sal. É de lá e dos blocos contíguos que o governo espera que vá jorrar aproximados 50 bilhões de barris de petróleo. Além disso, não se sabe se a real quantidade de petróleo no pré-sal irá compensar os custos tecnológicos.
5. Quanto deverá custar o projeto?
Devido à falta de informações sobre os campos, ainda é muito cedo para se ter uma estimativa concreta de custos. No entanto, alguns estudos já dão uma idéia do tamanho do desafio. Uma pesquisa elaborada pelo banco USB Pactual, por exemplo, diz que seriam necessários 600 bilhões de dólares (45% do produto interno bruto brasileiro) para extrair os 50 bilhões de barris estimados para os blocos de exploração de Tupi, Júpiter e Pão de Açúcar (apenas 13% da área do pré-sal). A Petrobras já é mais modesta em suas previsões. Para a companhia, o custo até se aproxima dos 600 bilhões de dólares, mas engloba as seis áreas já licitadas em que é a operadora: Tupi e Iara, Bem-Te-Vi, Carioca e Guará, Parati, Júpiter e Carambá.
6. Há alguma garantia que justifique o investimento?
Ainda não existe na área do pré-sal uma única gota de petróleo que possa ser classificada como “reserva provada”, ou seja, quantidade de petróleo de cuja existência se tem certeza e que seja passível de extração. O que se encontrou até agora foram indícios em diferentes pontos do litoral. Já foram perfurados poços das três bacias que compreendem o pré-sal: a do Espírito Santo (ES), a e Campos (RJ) e a de Santos (RJ, SP, PR e SC).
7. Quando haverá uma perspectiva mais concreta?
A Petrobras e seus sócios internacionais agendaram para março de 2009 o primeiro Teste de Longa Duração (TLD) no campo de Tupi, a grande aposta do país no pré-sal. A partir de então, a previsão é de que o campo produza 30.000 barris diários de petróleo.
8. Quais são os riscos desse investimento?
Fora o risco de não haver os alardeados bilhões de barris de petróleo no pré-sal, a Petrobras ainda poderá enfrentar outros problemas. Existe a chance de a rocha-reservatório, que armazena o petróleo e os gás em seus poros, não se prestar à produção em larga escala a longo prazo com a tecnologia existente hoje. Como a rocha geradora de petróleo em Tupi possui uma formação heterogênea, talvez também sejam necessárias tecnologias distintas em cada parte do campo. Além disso, há o receio de que a alta concentração de dióxido de carbono presente no petróleo do local possa danificar as instalações.
9. Onde será usado o dinheiro obtido com a exploração?
Uma das principais promessas do governo com relação ao pré-sal é de que irá aplicar seus dividendos na área da Educação. Mas já se falou de tudo, desde usar o dinheiro no combate à miséria até para a construção de um submarino nuclear. Os lucros com a exploração, no entanto, não devem vir antes de 2014.
10. O que acontecerá com os contratos de concessão do local já licitados e assinados?
Embora tenha inicialmente se falado na desapropriação de blocos já licitados na camada do pré-sal, o governo já anunciou que serão garantidos os resultados dos leilões anteriores e honrados os contratos firmados. Porém, não haverá mais concessão de novos blocos à iniciativa privada ou a Petrobrás na área do pré-sal. Ao invés disso, será adotado o regime de partilha de produção, com a criação de uma empresa estatal, mas não operacional, para gerir os contratos de exploração.
11. O que é unitização e por que isso está sendo cogitado?
A unitização é um acordo de gerenciamento compartilhado entre as concessionárias de diferentes áreas em casos de as reservas de dois ou mais blocos serem ligadas, em decorrência de uma maior extensão dos reservatórios para além dos limites licitados pela ANP. Esse recurso, previsto em lei, foi trazido à tona, pois ainda não se sabe se na área de 14 mil quilômetros quadrados já concedida, onde estão os blocos de Tupi, Júpiter e Carioca, entre outros, existe apenas um campo gigantesco e contínuo de petróleo. Nesse caso, a União terá direito a parte da exploração, pois as áreas limítrofes a esses blocos ainda não foram concedidas.
Fonte: Veja.com
1. O que é a camada do pré-sal e onde ela está situada?
É uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Acredita-se que a camada do pré-sal, formada há 150 milhões de anos, possui grandes reservatórios de óleo leve (de 28º API – óleo de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino). De acordo com os resultados obtidos através de perfurações de poços, as rochas do pré-sal se estendem por 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e chegam a atingir até 200 quilômetros de largura.
2. Qual é o potencial da exploração de pré-sal no Brasil?
Estima-se que a camada do pré-sal guarde o equivalente a cerca de 100 bilhões de boe (medida que inclui óleo e gás). O número supera em mais de cinco vezes as reservas atuais do país, da ordem de 12 a 14 bilhões de boe. Só no campo de Tupi (porção fluminense da Bacia de Santos), de acordo com análises de testes de formação, estima-se que haja entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, isto é, o suficiente para elevar as reservas de petróleo e gás da Petrobras em 40% a 60%. Soma-se a isso o fato de que a Petrobras é uma das empresas pioneiras no tipo de perfuração exigida para essa extração.
3. Quanto representa esse potencial em nível mundial?
Caso a expectativa seja confirmada, o Brasil ficaria entre os seis países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente de Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes.
4. Como o Brasil vai explorar essa riqueza?
A grande polêmica está justamente na tecnologia que será necessária para a extração. Ainda não se sabe, por exemplo, o que será preciso para retirar o óleo de camadas tão profundas e muito menos se o país dispõe desses recursos. Tupi, por exemplo, a parte que realmente interessa na área do pré-sal, encontra-se a 300 quilômetros do litoral, a uma profundidade de 7.000 metros e sob 2.000 metros de sal. É de lá e dos blocos contíguos que o governo espera que vá jorrar aproximados 50 bilhões de barris de petróleo. Além disso, não se sabe se a real quantidade de petróleo no pré-sal irá compensar os custos tecnológicos.
5. Quanto deverá custar o projeto?
Devido à falta de informações sobre os campos, ainda é muito cedo para se ter uma estimativa concreta de custos. No entanto, alguns estudos já dão uma idéia do tamanho do desafio. Uma pesquisa elaborada pelo banco USB Pactual, por exemplo, diz que seriam necessários 600 bilhões de dólares (45% do produto interno bruto brasileiro) para extrair os 50 bilhões de barris estimados para os blocos de exploração de Tupi, Júpiter e Pão de Açúcar (apenas 13% da área do pré-sal). A Petrobras já é mais modesta em suas previsões. Para a companhia, o custo até se aproxima dos 600 bilhões de dólares, mas engloba as seis áreas já licitadas em que é a operadora: Tupi e Iara, Bem-Te-Vi, Carioca e Guará, Parati, Júpiter e Carambá.
6. Há alguma garantia que justifique o investimento?
Ainda não existe na área do pré-sal uma única gota de petróleo que possa ser classificada como “reserva provada”, ou seja, quantidade de petróleo de cuja existência se tem certeza e que seja passível de extração. O que se encontrou até agora foram indícios em diferentes pontos do litoral. Já foram perfurados poços das três bacias que compreendem o pré-sal: a do Espírito Santo (ES), a e Campos (RJ) e a de Santos (RJ, SP, PR e SC).
7. Quando haverá uma perspectiva mais concreta?
A Petrobras e seus sócios internacionais agendaram para março de 2009 o primeiro Teste de Longa Duração (TLD) no campo de Tupi, a grande aposta do país no pré-sal. A partir de então, a previsão é de que o campo produza 30.000 barris diários de petróleo.
8. Quais são os riscos desse investimento?
Fora o risco de não haver os alardeados bilhões de barris de petróleo no pré-sal, a Petrobras ainda poderá enfrentar outros problemas. Existe a chance de a rocha-reservatório, que armazena o petróleo e os gás em seus poros, não se prestar à produção em larga escala a longo prazo com a tecnologia existente hoje. Como a rocha geradora de petróleo em Tupi possui uma formação heterogênea, talvez também sejam necessárias tecnologias distintas em cada parte do campo. Além disso, há o receio de que a alta concentração de dióxido de carbono presente no petróleo do local possa danificar as instalações.
9. Onde será usado o dinheiro obtido com a exploração?
Uma das principais promessas do governo com relação ao pré-sal é de que irá aplicar seus dividendos na área da Educação. Mas já se falou de tudo, desde usar o dinheiro no combate à miséria até para a construção de um submarino nuclear. Os lucros com a exploração, no entanto, não devem vir antes de 2014.
10. O que acontecerá com os contratos de concessão do local já licitados e assinados?
Embora tenha inicialmente se falado na desapropriação de blocos já licitados na camada do pré-sal, o governo já anunciou que serão garantidos os resultados dos leilões anteriores e honrados os contratos firmados. Porém, não haverá mais concessão de novos blocos à iniciativa privada ou a Petrobrás na área do pré-sal. Ao invés disso, será adotado o regime de partilha de produção, com a criação de uma empresa estatal, mas não operacional, para gerir os contratos de exploração.
11. O que é unitização e por que isso está sendo cogitado?
A unitização é um acordo de gerenciamento compartilhado entre as concessionárias de diferentes áreas em casos de as reservas de dois ou mais blocos serem ligadas, em decorrência de uma maior extensão dos reservatórios para além dos limites licitados pela ANP. Esse recurso, previsto em lei, foi trazido à tona, pois ainda não se sabe se na área de 14 mil quilômetros quadrados já concedida, onde estão os blocos de Tupi, Júpiter e Carioca, entre outros, existe apenas um campo gigantesco e contínuo de petróleo. Nesse caso, a União terá direito a parte da exploração, pois as áreas limítrofes a esses blocos ainda não foram concedidas.
Fonte: Veja.com
SÉRGIO GUERRA: "O PRESIDENTE ENGANA O POVO"
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), fez, há pouco, um duro discurso contra a adoção do modelo de partilha na exploração do petróleo na camada do pré-sal defendido pelo governo. "Não podemos transformar nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, netos, bisnetos, em vítima de um presente irresponsável, míope, leviano, oportunista, a pretexto de esticar a presença no poder de um partido cansado de uma aliança forçada, sem ideias próprias sobre o Brasil e os brasileiros, a não ser a de curtir as benesses das nomeações, aparelhamento e das comissões", disse Guerra, em plenário.
Guerra defendeu o atual modelo para exploração do petróleo em águas profundas, que permite parcerias com o setor privado e tem interferência mínima do governo. "O crescimento da Petrobras nesta década proveio, em primeiro lugar, da Lei do Petróleo a que o PT se opôs, votada em 1997, e que atraiu investimentos privados, além dos públicos, para a prospecção e exploração do óleo", relembrou o senador.
"O presidente engana de novo quando diz que a vida da Petrobras foi ameaçada no governo passado. Isso nunca aconteceu. A Constituição de 1988, que assegura à União a propriedade do subsolo, foi mantida. A Petrobras não só continuou como foi fortalecida. Lula inventa espantalhos e os espanca, antecipando a estratégia eleitoral de sua fraca candidata, que ele mesmo está enfiando pela goela de seu partido e dos seus aliados", disse Guerra.
Fonte: Agência Estado
Guerra defendeu o atual modelo para exploração do petróleo em águas profundas, que permite parcerias com o setor privado e tem interferência mínima do governo. "O crescimento da Petrobras nesta década proveio, em primeiro lugar, da Lei do Petróleo a que o PT se opôs, votada em 1997, e que atraiu investimentos privados, além dos públicos, para a prospecção e exploração do óleo", relembrou o senador.
"O presidente engana de novo quando diz que a vida da Petrobras foi ameaçada no governo passado. Isso nunca aconteceu. A Constituição de 1988, que assegura à União a propriedade do subsolo, foi mantida. A Petrobras não só continuou como foi fortalecida. Lula inventa espantalhos e os espanca, antecipando a estratégia eleitoral de sua fraca candidata, que ele mesmo está enfiando pela goela de seu partido e dos seus aliados", disse Guerra.
Fonte: Agência Estado
H1N1: IRRESPONSABILIDADE E NEGLIGÊNCIA
A Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) confirmou, na manhã de hoje, a segunda morte por gripe A no Pará. Foi uma mulher de 19 anos, que morreu, na tarde de ontem, no Hospital Divina Providência, em Marituba. Desde meados do mês passado, o Brasil já é o país com o maior número de mortes pela doença.
E para onde foram aquelas afirmações categóricas do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e do presidente Lula de que "já tomamos todas as providências", "não há motivos para pânico" ou "o Brasil está preparado para enfrentar a doença"?
As estatísticas confirmam que tudo não passou de irresponsabilidade e negligência das autoridades de saúde do País e do próprio presidente.
E para onde foram aquelas afirmações categóricas do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e do presidente Lula de que "já tomamos todas as providências", "não há motivos para pânico" ou "o Brasil está preparado para enfrentar a doença"?
As estatísticas confirmam que tudo não passou de irresponsabilidade e negligência das autoridades de saúde do País e do próprio presidente.
SERVIDORES MANTÉM GREVE
Os servidores do Fisco Estadual, em greve desde o último sábado, fizeram uma assembleia, na manhã de hoje, para discutir os rumos da paralização. Segundo o presidente do Sindicato do Fisco Estadual (Sindtaf), Charles Alcântara, os trabalhadores resolveram continuar a greve, que estava prevista para durar cinco dias. “Não tivemos nenhuma sinalização positiva do Estado”, afirmou.
O Secretario de Estado da Fazenda, José Raimundo Barreto Trindade, declarou que só negocia com os grevistas quando a paralisação for encerrada. Para o presidente do Sindtaf, a secretaria tenta inverter a situação. “É importante deixar claro que o governo e o secretário poderiam ter evitado o problema se não tivessem interrompido a negociação”, completou.
O Secretario de Estado da Fazenda, José Raimundo Barreto Trindade, declarou que só negocia com os grevistas quando a paralisação for encerrada. Para o presidente do Sindtaf, a secretaria tenta inverter a situação. “É importante deixar claro que o governo e o secretário poderiam ter evitado o problema se não tivessem interrompido a negociação”, completou.
Para quem não lembra, Charles Alcântara foi o primeiro chefe a Casa Civil do governo Ana Júlia, defenestrado na primeira crise política do governo petista.
Fonte: Diário do Pará on liene e redação do blog
ITAITUBA: UMA DISPUTA QUE FAZ MAL À POPULAÇÃO
Não deixa de ser curioso o ambiente político reinante em Itaituba por causa da disputa judicial que decidirá, nas próximas semanas, o destino do atual prefeito Roselito Soares. Acusado de vários crimes eleitorais - entre eles, compra de votos e abuso do poder político -, o atual prefeito e seu vice (Sílvio Macedo) correm sério risco de perder os cargos e ainda pagar multa. Pelo menos é isso o que quer o ministério público eleitoral (MPE).
Mas, mesmo sabendo dos riscos que corre, Roselito não se deixa abater e age como se todos os ventos estivessem a seu favor, quando, na verdade, uma CB (cúmulo-nimbo, na linguagem dos meteorologistas) resolveu estacionar sobre sua cabeça.
No sábado, na comunidade de Barreiras, ele percorreu, de bermuda e sandálias tipo havaianas, as principais ruas da vila no velho e manjado estilo: braços erguidos, sorriso de orelha a orelha, acenando, abraçando as pessoas, apertando as mãos de todos que encontrava pelo caminho. Parecia que estava em campanha. Era visível no rosto de algumas pessoas o constrangimento, muitos retribuiam as saudações com sorrisos amarelos, desconcertados, como que justificando o ato como algo inevitável. À noite, na cerimnônia de abertura do festival, uma vaia chegou a ser iniciada quano o seu nome foi anunciado. É visível nas pessoas a insatisfação - revolta no caso de uma maioria - com a administração de Roselito.
Mas o constrangimento deveria ser dele, Roselito, que simplesmente deixou de ser prefeito para apenas cuidar de sua defesa na Justiça Eleitoral. No sábado, em reunião com líderes comunitários, em sua própria residência, ele chegou a se justificar dizendo que não está fazendo nada, nenhuma obra ou serviço relevante, porque está pagando alto aos advogados que cuidam da sua defesa - e ainda pediu que não lhe pedissem nada, exatamente nada, porque a Prefeitura está sem dinheiro. Ou seja, fez uma confissão, a confissão de um crime.
Os áulicos do poder local comentam o que geralmente é inconfessável em qualquer situação parecida: tudo está providenciado junto aos membros do TRE que vão julgar o processo, que "o chefe" vai usar a mesma "arma" que usou para se livrar na primeira instância do julgamento, mas apenas sorriem, ironicamente, quando se referem a esta arma cifrada. E já falam em grande churrasco, em gigantesca carreata, em comemoração.
De seu lado, Valmir Climaco age com uma serenidade que não é comum nos políticos, especialmente em momentos como este, e orienta seus correligionários a agirem do mesmo modo. Ele diz confiar na Justiça, que apenas espera que esta faça um julgamento com base nas provas testemunhais e documentais fartamente inseridas no processo. Diz confiar na ação vigilante e competende de seus advogados, que não acredita na venalidade da Justiça, ainda que saiba de casos de julgamentos com fortes indícios de comprometimento da isenção e da imparcialidade.
A decisão da Justiça Eleitoral poderá sair a qualquer momento, mas também poderá demorar. Desde que essa disputa veio para o TRE, no entanto, quem mais sofre com ela não é Roselito nem Valmir. A população é a vítima maior da total paralisação das ações efetivas do poder público local. As obras que estavam em andamento foram paralisadas, as que seriam iniciadas, canceladas. A precariedade se alastra nos serviços da educação e da saúde públicas.
Mas até quando vai durar a paciência da população de Itaituba com a quase total ausência do Poder Público? Até quando as pessoas vão tolerar os prejuízos que têm com os enormes buracos que danificam seus veículos e com a poeira que emporcalha suas casas? E com o lixo que fétido que se acumula pelos logradouros públicos? Até o final desse processo? E se ele se prolongar por mais tempo?
A aplicação dos recursos públicos seguem um planejamento ditado pelo Plano Plurianual (PPA), obedecem a prioridades constantes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e detalhados na Lei do Orçamento Anual (LOA). Todos os meses o município recebe recusos transferidos pelo Estado e pela União. Todos os dias, arrecada uma pequena fortuna em impostos, taxas e tarifas. Se esses recursos não estão sendo aplicados em obras e serviços previstos no PPA, na LDO e na LOA, é hora de a Câmara Municipal cobrar explicação. Se a maioria dos membros desta, como demonstrado em suas sessões, é conivente com as ações do prefeito municipal, que entre na arena em defesa da população os Ministérios Públicos Federal (MPF) e o Estadual (MPE), os tribunais de contas da União (TCU), do Estado (TCE) e dos Municípios (TCM).
Mas será preciso que os cidadãos tomem iniciativas, que as entidades representativas da sociedade civil se levantem e ajam. Caso contrário, a cidadania se manterá soterrada pelo o medo e a omissão.
Mas, mesmo sabendo dos riscos que corre, Roselito não se deixa abater e age como se todos os ventos estivessem a seu favor, quando, na verdade, uma CB (cúmulo-nimbo, na linguagem dos meteorologistas) resolveu estacionar sobre sua cabeça.
No sábado, na comunidade de Barreiras, ele percorreu, de bermuda e sandálias tipo havaianas, as principais ruas da vila no velho e manjado estilo: braços erguidos, sorriso de orelha a orelha, acenando, abraçando as pessoas, apertando as mãos de todos que encontrava pelo caminho. Parecia que estava em campanha. Era visível no rosto de algumas pessoas o constrangimento, muitos retribuiam as saudações com sorrisos amarelos, desconcertados, como que justificando o ato como algo inevitável. À noite, na cerimnônia de abertura do festival, uma vaia chegou a ser iniciada quano o seu nome foi anunciado. É visível nas pessoas a insatisfação - revolta no caso de uma maioria - com a administração de Roselito.
Mas o constrangimento deveria ser dele, Roselito, que simplesmente deixou de ser prefeito para apenas cuidar de sua defesa na Justiça Eleitoral. No sábado, em reunião com líderes comunitários, em sua própria residência, ele chegou a se justificar dizendo que não está fazendo nada, nenhuma obra ou serviço relevante, porque está pagando alto aos advogados que cuidam da sua defesa - e ainda pediu que não lhe pedissem nada, exatamente nada, porque a Prefeitura está sem dinheiro. Ou seja, fez uma confissão, a confissão de um crime.
Os áulicos do poder local comentam o que geralmente é inconfessável em qualquer situação parecida: tudo está providenciado junto aos membros do TRE que vão julgar o processo, que "o chefe" vai usar a mesma "arma" que usou para se livrar na primeira instância do julgamento, mas apenas sorriem, ironicamente, quando se referem a esta arma cifrada. E já falam em grande churrasco, em gigantesca carreata, em comemoração.
De seu lado, Valmir Climaco age com uma serenidade que não é comum nos políticos, especialmente em momentos como este, e orienta seus correligionários a agirem do mesmo modo. Ele diz confiar na Justiça, que apenas espera que esta faça um julgamento com base nas provas testemunhais e documentais fartamente inseridas no processo. Diz confiar na ação vigilante e competende de seus advogados, que não acredita na venalidade da Justiça, ainda que saiba de casos de julgamentos com fortes indícios de comprometimento da isenção e da imparcialidade.
A decisão da Justiça Eleitoral poderá sair a qualquer momento, mas também poderá demorar. Desde que essa disputa veio para o TRE, no entanto, quem mais sofre com ela não é Roselito nem Valmir. A população é a vítima maior da total paralisação das ações efetivas do poder público local. As obras que estavam em andamento foram paralisadas, as que seriam iniciadas, canceladas. A precariedade se alastra nos serviços da educação e da saúde públicas.
Mas até quando vai durar a paciência da população de Itaituba com a quase total ausência do Poder Público? Até quando as pessoas vão tolerar os prejuízos que têm com os enormes buracos que danificam seus veículos e com a poeira que emporcalha suas casas? E com o lixo que fétido que se acumula pelos logradouros públicos? Até o final desse processo? E se ele se prolongar por mais tempo?
A aplicação dos recursos públicos seguem um planejamento ditado pelo Plano Plurianual (PPA), obedecem a prioridades constantes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e detalhados na Lei do Orçamento Anual (LOA). Todos os meses o município recebe recusos transferidos pelo Estado e pela União. Todos os dias, arrecada uma pequena fortuna em impostos, taxas e tarifas. Se esses recursos não estão sendo aplicados em obras e serviços previstos no PPA, na LDO e na LOA, é hora de a Câmara Municipal cobrar explicação. Se a maioria dos membros desta, como demonstrado em suas sessões, é conivente com as ações do prefeito municipal, que entre na arena em defesa da população os Ministérios Públicos Federal (MPF) e o Estadual (MPE), os tribunais de contas da União (TCU), do Estado (TCE) e dos Municípios (TCM).
Mas será preciso que os cidadãos tomem iniciativas, que as entidades representativas da sociedade civil se levantem e ajam. Caso contrário, a cidadania se manterá soterrada pelo o medo e a omissão.
Assinar:
Postagens (Atom)