quinta-feira, 13 de agosto de 2009

RIO TINDO CONFIRMA PRIORIDADE AO PROJETO CURUÁ

O Projeto Curuá continua sendo uma prioridade para a mineradora Rio Tinto.

Foi o que afirmou Ivanir Luchesi, diretor da empresa, hoje, em Monte Alegre, durante reunião com o prefeito de Jardel Vasconcelos, secretários municipais, vereadores e a deputada Josefina Carmo. O projeto ainda está em fase de pesquisa mineral, mas os levantamentos preliminares indicam que o jazimento é de cerca de 4 bilhões de toneladas de bauxita em áreas localizadas dentro da Floresta Estadual do Paru (Flota Paru) e da Estação Ecológica Grão Pará (Esec Grão Pará).

Mas, segundo ele, a empresa aguarda a conclusão dos levantamentos in logo e estudos para a confecção do plano de manejo das duas unidades de conservação para retomar as negociações com o governo do Estado sobre a proposta de revisão dos limites das duas unidades de conservação. Os dois planos de manejo deverão estar prontos ainda antes de 2010 e, afirmou ele, a própria empresa está empenhada em oferecer apoio logístico às equipes do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Universidade Federal do Pará envolvidos no trabalho.

Josefina Carmo lembrou que já existe proposta de alteração dos limites entre as duas unidades e também da Flota Trombetas. Segundo a proposta, a área total das unidades não sofreria qualquer redução: parte da Flota Trombetas (de uso sustentável) poderia ser transformada em área da Esec Grão Pará (proteção total) em tamanho igual à área que esta cederia para a ampliação da Flota Paru (também de uso sustentável).

Josefina anunciou que conversou sobre essa proposta com o ex titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) Valmir Ortega, mas que a proposta ideal de projeto de lei a ser encaminhado à Assembléia Legislativa com a proposta de mudança seria aquele resultante de conversas entre as partes envolvidas.

Já o prefeito Jardel, que apóia a proposta de implantação do Projeto Curuá, quer mesmo é que este não seja apenas um enclave econômico, mas que seja parte de um projeto de desenvolvimento da região da Calha Norte, gerando oportunidades de trabalho e renda para os trabalhadores da região, de novos negócios para os empreendedores locais e conquistas diversas à qualidade de vida da população regional.

Jardel voltou a pedir que a Rio Tinto informe com antecedência os tipos de profissionais que a empresa vai precisar nas fases de implantação e de produção, dando tempo aos gestores locais para buscarem meios e as parcerias institucionais necessárias à capacitação da mão de obra para esse fim.

Ivanir, no final da reunião, confirmou que a arquitetura do projeto prevê a exploração da mina, a construção de um mineroduto, de uma unidade de beneficiamento (para transformar a bauxita em alumina) e de um porto para embarque da produção, mas que sua execução plena vai depender das demandas do mercado mundial de alumínio.

As conversas vão continuar.

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